Categoria: Visão de mundo

Para fazer parte do Reino de Deus

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Há quem procure se encaixar no sistema da igreja, se adaptando aos padrões que reconhece. É o natural do ser humano, infelizmente, tentar se adaptar ao sistema, para se sentir parte de algo maior. Isso acontece quando se busca essa conformidade na força do braço. No entanto, o caminho mais difícil, o caminho do verdadeiro sacrifício é abrir mão dessa tendência de se adaptar ao sistema. Não fomos chamados a nos encaixar. Fomos chamados a fazer parte do Reino de Deus e não de um sistema religioso.

Há processos sistematizados para que as engrenagens girem e as coisas funcionem, mas o sistema é um meio e não um fim. Não é o sistema que dirige a coisa toda, é o Espírito. E, às vezes, o Espírito leva você a um lugar nada a ver, a uma função mais nada a ver ainda. Ele não escolhe os acomodados nas caixinhas, nem quem não quer sair do quentinho da zona de conforto. Esses ficam na beira do caminho.

Todo o Reino de Deus foi formado a partir de pessoas que não se encaixavam no sistema. Os mais legítimos outsiders. Abraão. Moisés. Josué e Calebe. Gideão. Jefté. Ester. Neemias. Davi. Jesus. Paulo. Madalena. Amós. Eliseu. João Batista.  E, para citar um nome da atualidade que eu conheço bem, Bispo Macedo.  Me diz o nome de um Herói da Fé com trajetória linear! Que seguiu uma fórmula. Que conseguiu fazer parte do Reino na força do braço. Do Reino a gente só faz parte pela fé.

E, estando o Reino, não há espaço para ficar preocupado com o que os outros vão pensar de você. Ou em agradar a pessoa x ou y. Se eu agradar a Deus, vou agradar a quem é de Deus. Se, no processo, tiver que desagradar aos outros, paciência. Por incompatibilidade de espíritos, provavelmente eu não vou agradar a todos, mesmo. Sou uma ferramenta. Minha obrigação é me manter afiada, atualizada e com a mente aberta. E com coragem para agir sempre que for necessário, ainda que contra o status quo. Ainda que sob protestos. Ainda que com sacrifício.

Sacrifício é renúncia. Renúncia da própria vontade. Já parou para pensar no que é isso? Renúncia da vontade de ficar preocupado com a opinião alheia. Renúncia da vontade de ficar chateado por ter sido ofendido. Renúncia da vontade de interpretar mal uma situação. Renúncia da vontade de ficar remoendo alguma coisa que aconteceu. Renúncia da vontade de ficar se culpando por alguma coisa. Renúncia da vontade de sentir pena de si mesmo. Toda a renúncia de alguma vontade, pensamento ou sentimento deve ser seguida por algo que reafirme seu objetivo.

Eu renuncio à vontade de ficar preocupada com a opinião alheia porque é a opinião de Deus que me interessa. Renuncio à vontade de ficar chateada por ter sido ofendida quando oro pela pessoa que me ofendeu e penso bem dela. Renuncio à vontade de interpretar mal alguma situação quando me esforço para olhar com bons olhos e interpretar de forma positiva. Renuncio à vontade de ficar remoendo algo que aconteceu quando entrego o passado a Deus e deixo lá com Ele.

Renuncio à vontade de ficar me culpando quando peço perdão a Deus e creio no perdão que recebi. Renuncio à vontade de sentir pena de mim mesma quando assumo minhas responsabilidades, deixo de culpar os outros e descubro o que posso fazer para melhorar. O caminho do sacrifício não é arredondadinho, ele é cheio de arestas e a gente corta a própria carne todos os dias, bem feliz, quando mantém os olhos no objetivo. Porque o Alvo a que você busca vale qualquer renúncia que precisar fazer.

 

De onde vêm as ideias? Parte 2 –

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Continuando o assunto do post anterior

Todos viemos, de fábrica, com o aplicativo de criação. Por que, então, tanta gente acha que não tem criatividade e enfrenta dificuldades para ter ideias diferentes? Você quer crescer, quer mudar de área ou desenvolver algo inovador dentro da sua área de atuação. Porém, quanto mais pensa, mais parece que não tem como sair do lugar. Quando se depara com um problema, não consegue enxergar uma solução.

Nosso cérebro é burro e puxa-saco. Ele só quer nos agradar, fazendo com que aquilo que acreditamos venha a acontecer. Por isso, é importantíssimo que você esteja consciente das crenças que tem a seu respeito. Crenças são ideias que formulamos a nosso respeito, geralmente desde a infância e, muitas vezes, distorcidas. Em relação ao potencial criativo, é comum que a pessoa cultive a crença de que não é criativa, de que não tem muitas ideias ou de que não é inteligente.

Isso faz com que seu cérebro bloqueie qualquer tentativa de pensamento criativo. Muitos trazem essas crenças por alguma bobagem que ouviram dos pais ou mesmo de professores despreparados. No fundo, no fundo, você sabe que é inteligente. Mas essa abobrinha pré-histórica que ouviu coloca aquela pulguinha atrás da sua orelha… E você tem medo de assumir sua inteligência e ser rotulado como arrogante ou – pior – como uma fraude.

Por isso, você se boicota. A insegurança faz com que sua mente não se permita pensar fora dos limites traçados pelos outros. Você anda na linha pontilhada que outros já estabeleceram; pesquisar para entender novos caminhos, tentar imaginar outras estratégias, é um passo arriscado demais aos seus olhos. As razões são inúmeras. Medo de ser rejeitado, medo de ser criticado, medo de ser ridicularizado, medo de errar…medo, medo, medo…

Será que você tem bloqueado sua mente por medo? Tem refreado seus passos com medo do que os outros vão pensar? Tem medo de assumir aquilo em que acredita, de dar um passo decisivo ou de se permitir pensar fora da caixinha de fósforo? No próximo post vamos falar mais sobre o pensamento criativo e sobre o que podemos aprender com as estratégias mais básicas de criação. Espero ajudá-lo a abrir a porta da masmorra e libertar sua matriz de ideias com os milhões de ovinhos de ideias que ela certamente já botou por lá.

De onde vêm as ideias – Parte 1

De onde vêm as ideias – Parte 2

De onde vêm as ideias – Parte 3