Dica para aproveitar o tempo sem TV

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Depois que você se livra do vício de TV e redes sociais, ganha um tempão que não existia antes. O que fazer com ele? É o que a leitora Francianne de Fátima me pergunta:

“Por morar sozinha e não ter com quem conversar (de carne e osso…rs), assistir televisão era o que me entretia. Mas hoje vejo que não preciso me entreter com coisas perecíveis e que não me acrescentam nada.(…) Imagine-se numa casa, sozinha, o dia inteiro, no maior silêncio (me refiro aos sábados e domingos), sem poder ver qualquer programa. Não é fácil, mas é extremamente produtivo e fortalecedor. Sobrevivi sem esse “entretenimento” e não quero mais me prender. (…) Se você puder me dar umas dicas de como aproveitar o meu tempo nesses dias em que fico em casa sozinha, será de muita alegria. Não quero recorrer à televisão e quero deixar de ver novelas.”

Coincidentemente, nem preciso me imaginar nessa situação. Além de passar por isso quando meu esposo viaja, ao vir para São Paulo fiquei três (longos e intermináveis) meses sozinha em casa, até que ele pudesse vir definitivamente. E eu nem tinha televisão. Agora tenho, mas quando meu marido está fora, ela tira férias rs. Vive desligada. E a melhor dica que posso dar é a que também aplico: Livros! 😀

Para começar a desenvolver o hábito de ler, duas coisas são necessárias: sacrifício e bons livros. Não tente começar a ler com um livro chato ou desinteressante. Vai achar que o problema é você e desistir. E vá a um oftalmologista, para ver se tem astigmatismo ou alguma outra ametropia. Se tiver, use os óculos que ele recomendar para ler, ainda que ele diga que é pouquinho e não precisa. Eles dizem isso para mim, mas se leio sem óculos por muito tempo, sinto sono e dor de cabeça por causa do astigmatismo.

Como leio muito, meu problema é falta de tempo para a quantidade de coisas que quero ver. No começo, pode demorar um pouco para engrenar, mas não desista! Quando perceber, passaram-se horas e você nem se deu conta. Além de tudo, a leitura é uma espécie de musculação para o cérebro, literalmente. Seus neurônios fazem mais conexões, sua memória é estimulada…ler exercita seu cérebro como nenhuma outra atividade é capaz de fazer.

Nosso cérebro não sabe diferenciar experiências vividas de experiências imaginadas, então ele absorve o que você lê como se realmente tivesse vivido aquilo (escolha bem suas leituras rs). O resultado é inteligência desenvolvida e muito mais experiência de vida do que você de fato tem. E, se é uma leitura cristã de qualidade, ainda tem o plus de aprimorar o seu espírito de uma maneira muito mais intensa, pois a palavra escrita fala diretamente ao nosso espírito.

Desenvolver sua habilidade de leitura faz com que você consiga entender melhor até a Bíblia. É claro que você precisa do Espírito Santo para dar interpretação correta do que está escrito, mas precisa também de um cérebro bem calibrado (Ele fez o cérebro da gente por algum motivo, né? Não é só para fazer peso dentro da caixa craniana). Faça a sua parte, pelo menos. Olha esse cidadão cara-de-pau que se dizia pastor e garantia que a Bíblia mandava adulterar…cérebro descalibrado dá nisso:

 

(Vergonha alheia…) A religião se alimenta da ignorância. Por isso, o apelo de Deus é à inteligência…completamente contrário ao da religião. Ele quis criar uma nação de seres pensantes e não uma estrutura religiosa. Amo o jeito que a Bíblia King James descreve o apelo dEle em Isaías 1.18: “Come now, and let us reason together”… “Venha agora e raciocinemos juntos”. É um apelo à razão…Deus dizendo: “amiguinho, pensa aqui comigo”. Acredito que por isso Ele sempre deu tanto valor à leitura e à escrita. Ele sabe muito bem como as coisas funcionam.

Outra coisa que a leitura traz: você amplia o vocabulário e sua capacidade de se comunicar, o que é extremamente importante para cristãos que pretendem continuar vivendo no planeta terra, no meio de terráqueos. Vai conseguir se expressar melhor por escrito e até mesmo oralmente. Vai aprender a dominar as palavras e perceber que falar difícil não é falar bonito rs. O mais importante é se comunicar em uma linguagem que seja claramente compreendida, sem margem para confusão. E a leitura nos ajuda a selecionar bem e naturalmente nossas palavras.

O mundo não vai entender. Mas o mundo é burrinho, não entende nada, mesmo. Esses dias li um trechinho de algo que escrevi em meu diário aos 16 anos, comentando sobre o livro que estava lendo, “O Legado de Schindler”:

“Até hoje enfrento a ignorância do povo (…) algumas perguntas idiotas como: ‘Ler por ler?’ e ‘ tem de estar com a cabeça muito boa para ler porque deve ser difícil de entender’ ou ‘ ler pra quê?’, ‘ para que você quer saber sobre isso?’ e até ‘se não é trabalho de escola, que importância isso tem?’ As pessoas estão cada vez mais ignorantes e fúteis, os mais velhos se espantam mais com o fato de eu ser uma adolescente de 16 anos sem namorado, que lê um livro chamado ‘O legado de Schindler’ sobre a história de alguns sobreviventes do holocausto que estavam na lista e escreve um romance ambientado na segunda guerra mundial, do que eu com o fato de eles não entenderem nada disso.”

Se já estava assim vinte anos atrás, imagina agora! E isso eu ouvia de pessoas de todas as idades… Com todo esse “incentivo” da sociedade, que praticamente diz que, se você lê, é um alienígena de três olhos e cinco braços, outra coisa que a leitura desenvolve é a sua personalidade definida. Você lê porque sabe que é importante para você e não está nem aí com a opinião de quem acha que saudável é ficar obcecado por ver mensagens em um aparelhinho a cada cinco minutos. Esse povo fragmenta a atenção de tal forma que se torna superficial e facilmente manipulável.

Por isso, a partir desta semana, retomarei as resenhas de livros no blog. 😀 A ideia é fazer pelo menos uma vez por semana e abordar vários gêneros. Também pretendo fazer aquelas resenhas dos “Livros que não são o que parecem”, pois, tem muita propaganda enganosa por aí, principalmente na estante de livros cristãos.

Além de falar do livro, vou mostrar o que ele tem a passar (sem grandes spoilers, of course) ou o que ele passa de errado e qual é o certo rs. Mais ou menos o que eu fazia no blog da Cristiane, mas de forma mais resumida, condensada, objetiva, até para conseguir, de fato, fazer resenhas com uma periodicidade decente.

Aliás, o hábito de ler me deu ferramentas para escrever. Essa prática também nos ajuda a conseguir desenvolver melhor os argumentos e fazer bom uso das ferramentas mentais que Deus nos deu. Não importa seu grau de escolaridade ou se teve experiências anteriores desastrosas com a leitura. Não há critérios sobrenaturais para alguém se tornar um leitor. Como tudo na vida, basta a sua decisão e comprometimento com a causa. Que tal esse novo desafio para 2016? 🙂

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#JejumdeDaniel #Dia21

PS: Para quem tem preguicite, recomendo a leitura de “Como vencer a preguiça de ler”: http://blogs.universal.org/cristianecardoso/pt/como-vencer-a-preguica-de-ler/

PS2: Mas, pelamor, né, quem acompanha este blog diariamente não pode dizer que tem preguiça de ler rs. Já está fazendo um belo aquecimento para sua vida de super leitor. 😀

PS3: Meu comentário sobre o tiozinho do vídeo:

 

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O que tem alimentado sua mente?

laptop

Amanhã termina o Jejum de Daniel. Porém, eu não tenho o menor interesse em voltar para o ritmo que as pessoas consideram “normal”. Não quero saber quem matou, quem morreu. Não quero saber dos horrores selecionados pelo noticiário, que define o que é e o que não é importante para mim sem sequer me conhecer. Não quero ficar vendo comentários raivosos das pessoas contra o governo (como se todos os problemas do mundo fossem culpa da Dilma), não quero me contaminar com os ânimos exacerbados, a indignação burra e as piadas desmioladas.

Entro no Facebook como a gente entrava no Orkut, antigamente: direto no link do perfil. Meu link de entrada do Facebook é fb.com/vanessalampert Assim, não vejo a timeline e não sou sugada para dentro do monstro comedor de tempo. Entro nas páginas de que gosto também pelo link delas, como se fossem sites normais. Salvo em meus favoritos e, assim, é só clicar. Não tenho aplicativo de Facebook e Twitter no celular e desabilitei a função de fazer barulhinho no celular quando alguém me manda e-mail (ou fico doida). E me treinei a não checar o whatsapp a qualquer bip (ou fico mais doida ainda). Amo exercitar o autocontrole. Me sinto muito autocontrolada quando faço isso rs.

Estar no controle do meu próprio tempo foi algo que o Jejum de Daniel me ensinou, desde o primeiro que fiz, por conta própria, em 2009, até o primeiro oficial, em 2011. Eu era completamente viciada em internet e totalmente sem noção. Passava horas nas redes sociais (comunidades do Orkut, na época) e me enchia de informação inútil.

Depois de 2009, comecei a ter mais controle e utilizar a internet como ferramenta de apoio, e não me deixar ser abduzida por ela. Nessa sociedade que idolatra o entretenimento, conseguir se libertar dessas coisas é uma vitória e lhe sobra tempo para coisas realmente úteis. No meu caso, Deus, trabalho, leitura, família, igreja e estudo. E, eventualmente, minhas estranhas atividades de lazer offline.

Você tem que ter consciência do que está fazendo e de que está se alimentando. Tudo o que lemos, ouvimos e a que assistimos alimenta nosso espírito ou nossa alma. É exatamente como funciona com a comida: se eu coloco para dentro um monte de porcaria, açúcar, gordura hidrogenada, frituras, refrigerantes e aditivos químicos, não posso estranhar quando ficar doente.

E doença por má alimentação não acontece de uma hora para outra, é gradual. O organismo entra em um estado de inflamação crônica e as coisas começam a se esculhambar lentamente. É mais ou menos isso o que acontece com a nossa cabeça, também. Se você vive na televisão e nas redes sociais, se fica lendo porcaria por aí e ouvindo música tosca (dessa lista, acho pior televisão e redes sociais), vai engordando suas emoções e entrando em um estado de inflamação crônica mental/espiritual. O resultado é um espírito fraco e uma alma doente.

Para resolver o problema, só com uma dieta de desintoxicação mental, tirando essas porcarias e substituindo por alimentação com alto valor nutricional. Foi justamente o que fizemos durante o Jejum de Daniel. Depois desses 21 dias de dieta restrita, já temos autocontrole suficiente para saber que não vamos morrer por não assistir ao noticiário ou por não ficar checando o Facebook o tempo inteiro. Então, podemos nos permitir um ou dois brigadeiros de vez em quando, sem que aquilo nos prejudique, pois a base de nossa alimentação tem alto valor nutricional: o conteúdo espiritual de qualidade.

Então, aproveite para eliminar de sua vida aquilo que realmente não lhe faz falta e ajustar o acesso às coisas que voltarão à sua rotina. Que esses 21 dias tenham lhe mostrado o caminho para uma vida mais equilibrada e para uma busca mais intensa por Quem realmente interessa.

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#JejumdeDaniel #Dia 20

PS: Parece que não, mas o post de amanhã ainda é da série do Jejum de Daniel rs

PS2 : Depois do Jejum, vou continuar com os posts diários aqui no blog. 😀

PS3: Quero agradecer a quem deu sugestões de posts. Vou abordar todos os assuntos que me pediram (obviamente não tudo de uma vez e não apenas esses, mas entraram na lista – e me ajuda muito ter uma lista dos assuntos de maior interesse dos leitores deste blog 🙂 )

PS4: Já fiz essa analogia entre conteúdo consumido (no caso, livros) e alimentação. Caso você não tenha lido, pode gostar dos posts  Alimentação Literária  e Será que você sabe ler?  .

PS5: Dia desses a Cristiane fez um texto absolutamente necessário sobre comportamento online e, na minha opinião, seria muito importante que todo mundo lesse e compartilhasse: 7 dicas para educação online

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