O que aconteceu de bom?

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Notícia ruim vende. Desgraça dá audiência (e audiência traz dinheiro). O mundo atual, movido pelo dinheiro, supervaloriza a tristeza, a tragédia e o caos. O problema é que, a partir do momento em que nos permitimos mergulhar nessa atmosfera de tensão e horror, transformamos nossas mentes em geradores de negatividade.

Já ouviu a expressão “você é o que você come”? Somos aquilo de que nos alimentamos. Se alimentamos nossa mente com coisas negativas, é com olhos negativos que vamos ver o mundo e interpretar as situações que nos cercam.

Você passa a se focar mais naquilo que não está bom na sua vida. Só enxerga aquilo que não tem. Só consegue perceber o que falta, o que não pode, o que não dá. Até conquista alguma coisa, recebe uma resposta de Deus, mas, pouco tempo depois, está lá, afundado na mesma lama, por dar ouvidos às vozes de negatividade e dúvida.

Como interromper esse ciclo de terror? A primeira sugestão que eu dou é: mude sua dieta mental. Fuja de notícia ruim. Não aceite participar de conversas negativas. A segunda sugestão é um desafio que tenho feito a mim mesma: faça uma lista das coisas que você fez. Vou explicar.

Costumo anotar na agenda, antes de dormir, tudo o que preciso fazer no dia seguinte. De manhã, leio a lista de afazeres e risco os itens conforme for completando. No entanto, eu não tenho uma rotina fechadinha. Às vezes tudo fica emaranhado, afazeres alienígenas pousam suas naves espaciais e uma guerra interplanetária acontece. Aí, tenho que repetir a lista no dia seguinte. Ver itens repetidos é desmotivador. Terminava o dia exausta e com a sensação de não ter feito quase nada.

Então, além dessa, adotei outra estratégia. No final do dia, escrevo no papel todas as coisas boas e úteis que fiz. Da primeira vez que fiz isso, me assustei, pois enchi uma página inteira da agenda com as atividades do dia e fiquei supermotivada. Tenho vontade de fazer mais e encher mais linhas no dia seguinte (começo a competir comigo mesma rs). Nem eu sabia que era tão produtiva.

Então, estendo o desafio: Sugiro que anote (anote, mesmo. Papel e caneta. Tem uma agenda? Melhor ainda!) no final de cada dia tudo o que fez e tudo o que aconteceu de bom (inclusive o que aprendeu, viu ou leu de bom). Faça isso por, pelo menos, um mês. Sem perceber, você vai treinar seu cérebro a procurar coisas positivas e a encontrar formas de fazer mais. A ansiedade vai diminuir, a motivação aumentará, assim como a energia diária.

Coloque seu foco no que é bom, positivo e útil e toda a sua forma de enxergar o mundo irá mudar. Aproveite que estamos no final da semana e pare um pouquinho agora mesmo para pensar nas coisas que fez esta semana e nas coisas legais e positivas que aconteceram. Faça um esforço e anote até mesmo as que parecerem minimamente positivas. Depois, me diga o que percebeu do seu balanço da semana. Essa será sua nova dieta para desintoxicar seus olhos e sua mente. Falaremos mais sobre isso depois, mas, por agora, esse é o seu desafio. Faça isso todos os dias e irá se surpreender.

 

 

Você checa seu celular tantas vezes assim?

Não sei vocês, mas eu achei esses dados assustadores: Uma pesquisa feita pela Deloitte aponta que o brasileiro olha seu smartphone, em média, inacreditáveis 78 vezes por dia.

As mulheres, 89 vezes. Os homens, 69. Jovens de 18 a 24 anos olham, em média, 101 vezes por dia, duas vezes mais que as pessoas entre 45 e 55 anos. A pesquisa ainda mostrou que 57% checam o celular nos primeiros cinco minutos depois de acordarem (sem contar quem olha o aparelho apenas para desligar o despertador).

Ao ver esses dados, me lembrei de um rapaz que contou que sua esposa passa o dia inteiro no celular a ponto de isso estar prejudicando seriamente o relacionamento. Ele já reclamou, já falou, mas ela reage agressivamente, como se tivesse o direito de passar o dia colada ao aparelho ignorando o marido. Desculpe avisar, ninguém tem. A criatura está em um estado zumbi, tão desprovida de cognição que não percebe o casamento escorrer pelos seus dedos enquanto segura o smartphone. Um excelente marido que não terá paciência para sempre.

As pessoas andam tão dependentes de seus gadgets que não percebem a escravidão. Não se dão conta de que suas vidas estão sendo roubadas, suas mentes estão sendo roubadas e seu tempo está sendo roubado. Estão perdendo muito, sem sequer notarem. Quando abrirem os olhos, talvez culpem o azar, talvez culpem os outros. Mas, sem estarem acordados, jamais perceberão o próprio erro.

O maior problema dessa escravidão é que ela dá a ilusória sensação de liberdade, de controle. O excesso de informação e as distrações são dois entorpecentes. Enquanto está sob os efeitos desses tóxicos, você não sente a dor, você se desliga dos seus problemas. Você se sente importante (veja quantas curtidas! Quantos seguidores! Quantos concordando, quantos discordando…). Você se sente amado.

Você cria uma vida para consumo externo. As viagens são todas ótimas. Todos os dias são lindos. A vida fica mais bonita com um filtro. Mais dramática. Mais alegre. Você está sempre dando a volta por cima, sempre forte, sempre rindo. Sempre cercado de amigos. Sempre conversando. Como convencer uma pessoa assim a desligar o celular e encarar sua vida vazia?

Smartphones e tablets foram feitos para sugar seu cérebro e o deixar escravizado à rede. O recurso de saber se sua mensagem foi ou não visualizada o obriga a responder e a se manter na conversa, a se manter disponível mesmo quando você não está. Se cair nessa, é um poço sem fundo.

O segredo – que não é segredo algum – é tomar as rédeas da situação e colocar as coisas em seus devidos lugares: a tecnologia é uma excelente ferramenta, mas quem tem de estar no controle é você. Caso contrário, a tecnologia será um meio e você será a ferramenta a ser manipulada por quem realmente está no controle da coisa toda.

E se perceber que sua vida sem internet é vazia e sem graça, e que você acaba fugindo para o mundo virtual sempre que precisa enfrentá-la, pare agora mesmo. Pare tudo. Encare sua realidade e assuma o compromisso de mudar. Identifique o problema e trabalhe por sua libertação. Sacrifique o que for preciso para isso. Está ao alcance das suas mãos.

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PS: Eu tenho uma teoria sobre onde isso tudo vai parar. E ela me convenceu tanto que faz parte da história de um dos livros que eu estou preparando (e que – prometo – ficarão prontos antes de Jesus voltar rs), uma ficção ambientada em um futuro próximo.