Quem é o Espírito Santo?

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Fui membro de uma igreja evangélica adepta do movimento do “cai cai” (fanerose) em que o “Espírito Santo” é visto como uma energia mucho loca que derruba as pessoas no chão e faz elas tremerem como se estivessem manifestadas com um espírito maligno. O resultado era visível na vida das pessoas…muito exercício de maus olhos, igreja-clube, carnalidades e julgamentos. E esse espírito esquisito pairando sobre a coisa toda.

Como estamos em período de Jejum de Daniel, é bom que você saiba o que está buscando e tenha muito cuidado com o conteúdo que se apresenta como “espiritual”. Esse espírito que derruba pessoas e que faz com que elas fiquem gritando e se sacudindo descontroladamente não é o Espírito Santo. Sempre que afirmo isso, aparece alguém para me alertar que posso estar blasfemando contra o Espírito Santo ao dizer que aquilo é um espírito enganador. Eu asseguro: não estou. Por que tenho certeza disso? Porque essa imitação grosseira é tão grosseira que, depois de conhecer o verdadeiro Espírito Santo, não tem como duvidar da identidade do enganador.

As pessoas chegam ao cúmulo de dizer que minha experiência foi diferente da experiência do Benny Hinn porque “o Espírito Santo se manifesta como ele quiser”, como se houvesse um Espírito Santo personalizado, customizado, para cada tipo de pessoa. Isso é espírito de confusão, meus amigos. E Deus não é Deus de confusão. “Sentir” alguma coisa ou ter uma experiência sobrenatural não significa que essa experiência foi conduzida por Deus, ainda que tenha sido induzida por alguém que fale em nome dEle. Você precisa conhecer a Deus para reconhecê-Lo. Não podemos acreditar em qualquer espírito que se diga de Deus. Blinde sua fé, não se alimente da palavra de quem defende esse espírito confuso.

O Espírito Santo é UMA pessoa. Ele é Deus. Tem a personalidade de Deus. O caráter de Deus. Ele não se descaracteriza a ponto de se parecer com um demônio. Isso nunca aconteceu e nunca acontecerá. Se você ler a Bíblia de Gênesis a Apocalipse, verá nitidamente um Deus que valoriza a razão, a ordem, a inteligência, a fidelidade, liberdade e responsabilidade. Nunca um Deus de caos e bagunça, que derruba pessoas e lhes tira a autonomia, leva a transes, descontrole ou choques elétricos.

O problema é que as pessoas enveredam nessas mitologias criadas pela religião e se esquecem de que só há uma forma real e concreta de se conhecer verdadeiramente a Deus: por meio da Sua Palavra, sem tirá-la do contexto. Jesus é apresentado, no início do Evangelho de João, como “A Palavra que se fez carne”. Ele é o único mediador possível entre Deus e os homens porque a Palavra de Deus é o próprio Deus. Por meio do Espírito da Palavra, que é o Espírito Santo, você tem a oportunidade de conhecê-Lo não como uma energia descerebrada que faz as pessoas terem sensações, mas como Quem Ele realmente é.

O trabalho do Espírito Santo, descrito por Jesus, é um trabalho totalmente racional:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”
João 14:26

“E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não creem em Mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.

Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele Me glorificará, porque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar.”

João 16:7-14

Convencer o mundo, guiar em toda a verdade anunciando a Palavra de Deus, anunciar o que recebeu, ensinar e fazer lembrar das palavras…todas essas atividades exigem o uso da razão, e não do sentimento. Deus não é esquizofrênico. Deus não tem transtorno de personalidade múltipla. Ele é o que é. Tanto é assim que Ele se apresenta a Moisés, quando ele pergunta o Seu nome: “Eu sou o que sou”. Ele é o mesmo Deus de toda a Bíblia. Nunca mudou e nunca mudará. É por isso que vale a pena conhecê-Lo. Porque Ele não muda, podemos confiar em Sua Palavra e viver por ela.

“Quem de Mim se alimenta, por Mim viverá.” João 6.57

 

 

PS:  Os comentários indignadíssimos (que no meu blog eu deleto, porque podem causar confusão) são feitos nas resenhas dos livros que não são o que parecem. Essa série eu escrevi para que as pessoas aprendessem a ter cuidado com o que leem, pois nem tudo é o que parece na literatura evangélica. O que eu cito no post é o Bom dia, Espírito Santo, do Benny Hinn.

#JejumdeDaniel  #Dia16

 

 

 Amanhã de manhã tem novo post aqui.

** Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão diários e voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia o post do dia 19 para entender melhor.

Clame ainda mais

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Vou colocar um trecho bíblico aqui, mas, antes, faço um alerta: se você já conhece essa história, esqueça que a conhece. Esqueça do que já ouviu a respeito dela, ainda que seja a mesma coisa que eu vou dizer. Faça um exercício: leia devagar, como se não a conhecesse, como se não soubesse nada sobre ela, tentando entendê-la como se fosse a primeira vez, como quem não sabe, como quem quer aprender. É uma forma de evitar que ela caia na gaveta da religiosidade, aquela que separa a Palavra do seu Espírito, como uma máquina que separa o arroz da palha e lhe dá a palha para comer. Zera tudo aí. Zerou? Então vamos continuar:

“E depois, foram para Jericó. E, saindo Ele de Jericó com Seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto do caminho, mendigando. E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim. E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi! tem misericórdia de mim.

E Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, que Ele te chama. E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus. E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista.
E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.”
Marcos 10:46-52

É óbvio que Jesus havia ouvido aquele homem chamar, Jesus não era surdo! Mas Ele não voltou para atendê-lo, esperou para ver sua perseverança.

Perceba qual foi a reação do cego ao ouvir as palavras que tentavam desanimá-lo e as vozes que o mandavam se calar e desistir. Ele clamava cada vez mais! Ele não apenas perseverou e foi “teimoso” contra aquelas vozes negativas, ele começou a buscar com mais força. Essa é uma dica preciosa: quanto mais pensamentos contrários e sensações conflitantes vierem tentando parar você, mais força você deve colocar na sua busca. Mantenha o foco, persevere e intensifique sua busca.

Note também que o cego não ficou ofendido por ser aparentemente ignorado por Jesus. Ele clamava por misericórdia, mas não por pena. Ele não se fez de coitado, aquele não foi um apelo emocional, foi um apelo de fé. A fé não se cala diante de vozes contrárias. A emoção se calaria e sofreria. A fé ergue ainda mais a voz.

O cego não estava nem aí para quem o mandava ficar quieto. Ele sabia do que precisava. Jesus, então, parou, mas não voltou correndo para encontrá-lo. Não ficou com peninha do cego. Ficou parado e mandou que o cego fosse até Ele.

O homem, por sua vez, não ficou magoadinho com Jesus por não ter dado a ele tratamento especial. Pelo contrário levantou, largou sua capa e correu até Jesus. Ele não ficou dizendo: “puxa, coitadinho de mim, Jesus não vê minha situação? Por que Ele não vem até aqui?”. Ele viu que a oportunidade estava ali, não olhou para as dificuldades, e tinha tanta certeza de que sua vida mudaria, que lançou de si a capa, que era tudo o que ele tinha, onde ele recolhia as moedas que recebia. Aquela capa era necessária para sua sobrevivência na rua mas ele sabia que não precisaria mais dela.

Jesus já tinha ouvido o cego. Com certeza queria atendê-lo. Mas não queria ir correndo até um homem que estava acostumado a comover as pessoas pelo sentimento e que recebia esmola, muitas vezes, por pena. O poder de Deus não é esmola. O Espírito Santo não é prêmio de consolação. A perseverança, a luta contra os pensamentos contrários, o fogo dessa batalha purifica a nossa fé e nos prepara para o encontro com o Senhor Jesus. Ele está esperando, pronto para nos dar aquilo de que mais precisamos. Quando as vozes contrárias perceberem que quanto mais repreenderem você, mais você clamará, elas vão se enfraquecer. E, então, você irá encontrá-Lo.

Quando chegou até Jesus, o Senhor perguntou o que ele queria! Como assim? Não era óbvio? O cara era cego e estava mendigando. Se estivesse na emoção, teria aí mais um motivo para se sentir magoadinho. “Pôxa, Jesus não está vendo o que eu preciso? Não está prestando atenção em mim?” Mas ele estava na fé. Não estava interpretando as atitudes de Jesus negativamente. A fé tem bons olhos.

Jesus queria que ele dissesse, que manifestasse sua fé. Ele pediu para voltar a enxergar, Jesus o curou e o ex-cego passou a segui-Lo. Não voltou para sua vida antiga, mudou totalmente o curso de sua vida. Não era mais cego. Não era mais mendigo. Era um servo do Rei.

#JejumdeDaniel  #Dia15

 

 

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