Dos Livros Ruins E Das Coisas Que Não Dão Certo

Depois da ausência de uma semana para me recuperar de uma virose, eu queria uma boa resenha.  Tenho alguns livros que eu sei que são bons, mas não fui muito esperta…poderia ter lido um certo enquanto arriscava outro duvidoso, como sempre faço…se o duvidoso não é bom, faço resenha do certo. Mas esta semana a inteligência passou longe e deu tchauzinho: li apenas os que não conhecia…e escolhi com um dedinho estragado. Mas aprendi alguma coisa.

Foram cinco livros. CINCO livros. E nenhum foi com a minha cara. Amo ler, vocês sabem, garimpar coisas boas nas águas turvas das livrarias, e não entendi o porquê de não ter feito uma escolha certa nos livros desta semana. O último me enganou de tal maneira que só ao chegar na metade percebi que ele estava me enrolando e ainda não tinha dito a que veio! Não dá. Se você leu 50% do livro e ele não saiu do lugar, alguma coisa está errada. Corri para espiar o final e percebi que nem lá a história evoluía. Dá uma certa frustração pegar um livro que você acha que seria bacana e descobrir que ele é ruim. Por outro lado, fechar um livro ruim reacende a esperança de encontrar um melhor. É um desafio. Você tem uma escolha a fazer: ou desanima, ou renova a esperança e persevera.

Quando algo te diz não, quando alguma coisa não dá certo, quando as coisas não saem exatamente do jeito que você esperava, as piores e mais improdutivas reações que você pode ter são: se desesperar, se entristecer e desistir. Não jogue a toalha! Pegue aquela frustração e a transforme em força, em revolta. Revolta contra a estação em que o trem errado te deixou. Revolta que traz uma vontade doida de pegar outro trem, ou de construir seu próprio trem, novos trilhos, e ir para o lugar em que já deveria estar. Quando você pega o caminho errado, ficar parado chorando ou reclamando não vai te levar para o lugar certo.

Não deu, é? Então agora é uma questão de honra. Faça o que tem de fazer. Insista. Tente outra vez. Um amigo te enganou? Você foi passado para trás? Não desista de fazer amigos por causa disso. Cometeu um erro? Se arrependa e faça o que é certo desta vez. Seu namorado te traiu? Seu ex-marido te batia? Não coloque todos os homens no mesmo saco. Seu casamento acabou? Não pense que nunca poderá ser feliz. Alguém te decepcionou? Perdoe e siga adiante. Não deixe de acreditar nas pessoas.

Um livro é diferente do outro. Seria ridículo eu desistir de ler qualquer livro só por ter encontrado alguns ruins. Seria absurdo eu dizer que não quero mais ler por ter errado na escolha de TODOS os livros desta semana. Imagine se eu ficasse pensando em cada um daqueles livros…nas promessas que eles me fizeram, no quanto eu esperava deles, em quanto me decepcionei e no que eu gostaria de ter lido em cada uma daquelas páginas! Aquelas páginas traidoras!

Imagina se eu continuasse remoendo? Não conseguiria fazer mais nada! Não teria forças para pegar um novo livro, me arriscar em novas linhas, pensaria: “Ah, os livros são todos iguais!” E nunca mais teríamos resenha, porque eu passaria o ano inteiro desperdiçando todos os bons livros por estar apegada à lembrança dos maus. Me agarraria às experiências negativas, me fechando para as positivas (o que, convenhamos, é uma tremenda falta de inteligência). E não sei de quem tenho mais dó, se dos bons livros, que jamais seriam lidos, se de mim, que jamais leria um livro decente, ou se de vocês, que nunca mais teriam boas dicas…rs…

Amigos, as experiências ruins servem como aprendizado, e só. Não são águas em que devemos nadar por muito tempo. Aliás, por tempo nenhum. Passou, não volte lá. Siga adiante. Não olhe para trás. Feche o livro, não se torture. Existem coisas melhores pela frente. Faça o que sabe que é o certo, mantenha sua esperança, sua fé, seus bons olhos, sua alegria. Não permita que nada lhe roube a alegria, nem suje seu coração. Sempre há uma nova chance, sempre há uma porta. Sempre há um novo livro, que pode ser aquele que vai te marcar para sempre, que pode ser aquele que te fará se lembrar do porquê de você amar tanto ler. Por isso, não desista.

O fato de parecer que quase tudo deu errado nas últimas semanas – nesta, principalmente – e que eu estava correndo contra o vento, não foi em vão. Quanto mais as coisas pareciam erradas, mais eu colocava, conscientemente, em prática o versículo de Hebreus 2:1 “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.” Desanimar também é se desviar das verdades ouvidas, assim como se desesperar, quando essas Verdades têm a ver com perseverança, força, certeza das coisas que se esperam – que é a definição de fé. Essa fé não comporta desistência e desânimo. Você pode até se chatear na hora, mas não alimenta esse sentimento. Você sabe que se estiver no caminho certo e não se desviar, não há possibilidade nenhuma de errar o destino.

 

Vanessa Lampert

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PS: Caso queira ler mais um pouquinho sobre isso, escrevi o curtinho “A tribulação produz perseverança”.

 

Este post foi originalmente publicado no site Cristiane Cardoso.

Para 2013

Foram 366 dias.  Ou 8.784 horas. Hoje é dia de todo mundo fazer retrospectiva, analisando o que deu certo e o que não deu no ano que se encerra. É dia também das famosas resoluções de ano novo. Aquele momento em que você faz uma lista do que deseja mudar em 2013, do que quer conquistar. E se compromete a fazer o que for preciso para que essas resoluções se tornem verdade, pois elas não caem do céu.

Então o dia primeiro de janeiro finalmente chega. Todo mundo solta fogos, faz uma barulheira. Uma galera vai beber horrores, como se isso garantisse alguma felicidade ou alegria no ano que se inicia (Só vai garantir uma bela ressaca no dia seguinte). Pessoas se abraçam, telefonam, dizem aquelas palavras decoradas “feliz ano novo”, “feliz 2013”, “muita paz, alegria, prosperidade”. Isso é o que todo mundo deseja para todo mundo.

Aqui está o que eu desejo para 2013: que a gente não perca tempo. 2012 viu muito sofrimento desnecessário, muito questionamento inútil, muito medo paralisante, muito tempo jogado no lixo. Foram 366 dias. Você se lembra de todos eles? Foram 8.784 horas. O que você fez com cada uma delas? Quantas horas passou chorando? O que isso adiantou? Quanto tempo ficou se lamentando, ou se sentindo fraco, se sentindo inadequado, se sentindo isso ou aquilo? Quanto tempo discutindo inutilmente, tentando provar seu ponto de vista?

366 dias, e você ainda achou que 2012 foi curto. 2013 terá um dia a menos. 365, de um ano normal. 8.760 horas, para você distribuir da maneira que achar mais adequada. 8.760 horas nas suas mãos, dependendo de boas escolhas para serem bem aproveitadas.

Não é necessário fazer apenas grandes coisas com o tempo que você tem, mas se executar bem as pequenas coisas que tem a fazer, verá a diferença. Buscar o melhor e ser prático. 2013 será apenas um período de colheita do que plantamos nos anos anteriores, e de plantio para os próximos anos. Entendendo que a responsabilidade pelo seu futuro está em suas mãos e que as possibilidades são infinitas (algumas realmente maravilhosas), defina o seu objetivo, escolha as melhores sementes e siga em frente, sem se desviar.

PS: 2012 também viu muuuito tempo de muita gente escoando ralo abaixo em joguinhos, e também no Facebook e no Twitter, com coisas que amanhã já se tornarão obsoletas…2013 quer ver mais leituras úteis, mais organização, disciplina e otimismo. Maior crescimento espiritual. Você não pode admitir terminar 2013 sendo a mesmíssima pessoa desse final de 2012. Cada ano é uma oportunidade de nos tornarmos versões melhores de nós mesmos. :-)