Ainda sobre romances – aos leitores do blog da Cris

Para dar um feedback e ninguém se sentir ignorado: Anotei os nomes dos romances que vocês pediram no post “Sobre Romances” , e vou resenhar assim que ler cada um deles (tenham paciência, tenham muuuuita paciência…rs). Pode ser que eu faça algum post falando por alto dos livros que vocês citaram e que eu já tenha lido, principalmente dos que não gostei, para já dar uma resposta mais rápida. De qualquer forma, a partir da segunda semana de junho não postarei resenhas de livros seculares. Talvez volte com os seculares no final de julho.

Mas  talvez na semana que vem (primeira semana de junho), eu consiga terminar o texto que estou escrevendo há um milhão de anos sobre o livro “A culpa é das estrelas”, para tentar explicar por que ele tem feito tanto sucesso e por que eu acho que, apesar de bem escrito (e ainda que não possa se encaixar na categoria “livros que não são o que parecem”), ele não é recomendável, principalmente para as meninas. Se bem que o post da Cristiane da próxima segunda-feira , intitulado “Romance Enganador” (clique aqui para ler), apesar de não falar especificamente sobre esse livro (nem sei se ela leu), vai dar dá uma boa ideia a respeito do que eu penso, fiquem de olho

Calçada para quê?

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As calçadas de São Paulo são feitas para a plantação de postes de luz, árvores e placas diversas. Nelas também crescem rampas esquisitas que saem das casas das pessoas e que servem para colocar carros nas ruas. As calçadas também servem para colocar lixo, dentro ou fora de sacos plásticos, para que a equipe de limpeza pública possa retirar. Ou não.

Nunca ocorreu aos fazedores de calçadas desta cidade que elas deveriam servir para que pedestres pudessem caminhar. Muito menos que, às vezes, esses pedestres viriam sobre elas de cadeiras de rodas ou empurrando carrinhos de bebê. Para os fazedores de calçadas paulistas, os pedestres devem (assim como os carros, as cadeiras de rodas e os carrinhos de bebês) andar no asfalto, sempre atentos para que carros, motos e bicicletas não passem por cima deles.

Exceção, é claro, para os bairros de classes altas e um ou outro bairro mais antenado com as necessidades dos bípedes (e quadrúpedes também, por que não?). Nesses, há calçadas suficientemente largas para que pessoas, árvores, postes , rampas, lixos e placas possam coexistir harmoniosamente.

Na Zona Norte, porém, essas exceções são bem reduzidas. [Na área onde eu moro, além de tudo o que já mencionei, também há um fator complicador: inclinações do terreno. Escolhi uma região bem alta da cidade, por receio de alagamentos (a gente vem de fora e relaciona São Paulo a trânsito e alagamentos), então aqui tem algo que os gaúchos chamariam de “lomba”. Muitas lombas. Algumas ruas são quase verticais, a ponto de eu pensar seriamente em comprar um equipamento de escalada e usar as rampas das garagens como apoio para a subida. Mas essa é outra história.]

A prefeitura deveria ver? Alguém deveria legislar sobre isso? Alguém deveria fiscalizar?  Não há fiscalização para impedir esses abusos calçadísticos, então calçada em São Paulo é terra de ninguém. A desculpa é sempre a mesma: a cidade é muito grande, então é impossível controlar tudo. As calçadas têm vida própria, elas simplesmente nascem assim. E se alguém reclamar, elas podem ser vingativas, então deixem como está.

A vantagem é que parei de implicar com pedestres no meio da rua. Se em Porto Alegre isso não tem a menor explicação científica (portoalegrenses andam no meio da rua, mesmo com calçadas enormes), aqui em São Paulo lugar de pedestre é no meio da rua.