Uma palavrinha sobre as eleições

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[Estou fazendo tratamento médico e não deveria me desgastar escrevendo sobre esse assunto, mas não ficaria tranquila sem colocar pelo menos alguns tópicos que considero importantes enquanto ainda há tempo de votar. Por favor, leia até o final.]

Para escolher em quem eu iria votar no primeiro turno, li o plano de governo do PT, do Ciro, do Alckmin, da Marina e do Bolsonaro. Conclusão: ideologicamente, PT, Ciro, Marina e Alckmin estão mais alinhados do que gostariam de admitir. A questão da ideologia de gênero nas escolas, por exemplo, só não existe no plano de governo do Bolsonaro (ele fala claramente em ensino sem ideologia). Ciro promete “articulação e apoio ao Estatuto da Diversidade Sexual” e “implementação efetiva do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT”, o que garante o ensino da teoria de gênero como se fosse consenso científico.

Logo, quem discorda dessa ideologia não tem muita alternativa na hora de votar. Já quem apoia, tem todas as outras opções a comparar e escolher. Depois do atentado, a mídia e a militância de esquerda bateram tanto no Bolsonaro que comecei a me interessar por ele. Eu queria saber se ele realmente era o maluco totalitário que diziam que ele era, por isso resolvi ler o programa de governo completo, sem fazer juízo de valor, só tentando entender, mesmo, já que formar minha opinião com base na lista de xingamentos que as pessoas apresentam como se fossem características dele não é bem minha praia. E o fato de que a Globo e a Veja estavam claramente contra ele era sinal de que ele não deveria ser tão ruim assim.

Todos os cidadãos devem ser respeitados, como a constituição garante e como a Declaração de Direitos Humanos determina. Foi um espanto descobrir, logo nas primeiras páginas, que o plano de governo do Bolsonaro é muito mais inclusivo e democrático do que eu imaginava. Fala em seguir a constituição e as leis, não estimula preconceito de nenhum tipo.

A melhor base de ideias incrivelmente é a dele, ainda que não seja um projeto perfeito e ainda que eu não concorde com todas as propostas. Com relação ao que não concordo nas propostas dele, presidente não governa sozinho, por isso é bom escolher direito os deputados e senadores. Assim, teremos quem defenda nossas ideias. (E, não sei se você reparou, mas foram deputados e senadores que tiraram a Dilma. Eles apresentam projetos de lei e — mais importante do que isso — eles aprovam e também barram projetos de lei. Arrisco dizer que saber em quem votar para o legislativo é mais importante do que saber em quem votar para o executivo…)

Resumindo, se o Bolsonaro colocar o plano que está no TSE em prática, não vejo nenhuma ameaça à democracia, nenhum plano maligno, nada que destrua o Brasil. Até agora o que me parece é que a oposição a ele é feita na base da forçação de barra, bullying de quinta série e notícias com dados incompletos para passar uma impressão de que o cara é um monstro. Não é. Mas deve ser uma ameaça bem grande às estruturas falhas do nosso sistema. E só por isso já mereceria meu voto.

Comecei a pensar fora da bolha da esquerda no ano passado e mudei de candidato umas três vezes durante o período eleitoral. Só comecei a pesquisar a sério o Bolsonaro por causa da reação dos opositores (aqueles com quem fiz campanha para o PT em 2010 e 2014) ao atentado que ele sofreu. E minha visão dele hoje é bem diferente. Não é mito, não é salvador da pátria, mas também não é monstro destruidor de democracia.


Extras:

Eu me identifiquei bastante com esse vídeo, ele resume bem minha mudança de posicionamento político:  https://www.youtube.com/watch?v=hiVQ8vrGA_8

Este site é muito útil para entender como as informações sobre Bolsonaro têm sido distorcidas: http://mentiramparamimsobreojair.com/

Link para baixar as propostas dos candidatos em PDF:

http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2018/propostas-de-candidatos

Alckmin (estranhamente, o arquivo do Alckmin que está no TSE é um resumo. A proposta na íntegra está no site dele):
https://www.geraldoalckmin.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Programa_GA_2018.pdf

Bônus: Para quem acha, como eu achava, que “discurso de ódio” é coisa das pessoas de direita, apresento-lhes o maravilhoso mundo dos prints do perfil “Ódio do Bem”: https://twitter.com/odiodobem

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PS: Me perdoem o texto desorganizado, é que a votação do primeiro turno já é amanhã e estou angustiada por não ter conseguido concluir o texto direito, então resolvi publicar bagunçado, mesmo. Se tiver segundo turno, é provável que os posts sobre o assunto sejam todos bagunçados assim.

PS2: Sobre quem chama Bolsonaro de “coiso” e “inominável”: eu tenho uma excelente teoria sobre o porquê de essa estratégia estar sendo aplicada. Se alguém quiser, posso elaborar um post sobre isso no segundo turno — se houver segundo turno — ou em retrospectiva, se ele vencer no primeiro.

PS3: Sobre o tratamento médico, é um problema raro, de nascença, que eu não sabia que tinha, mas que se agravou nos últimos anos e estamos trabalhando para normalizar. Mas Deus me livre de ter que falar sobre isso neste post hahaha. Se o povo não consegue entender e respeitar o período de recuperação pós-cirurgia, infecção e longa hospitalização de um cara que levou uma FACADA NA BARRIGA, vai querer saber alguma coisa de um problema do qual a maioria sequer ouviu falar? rs

Obs. Não achei os créditos da imagem. Se alguém souber de quem é, por favor, me avise.

Será?

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O problema de algumas pessoas é ficar cogitando os pensamentos esquisitos, tentando refutar um a um enquanto deveriam ignorá-los e substituí-los por pensamentos da Palavra de Deus. Qualquer palavra é suficiente para trazer dúvidas e duvidam até da sua própria fé. Poderiam aproveitar esse poder de duvidar de qualquer coisa e direcioná-lo para o alvo certo.

Minha avó, Dona Naura, tinha a mania engraçada (e bastante estranha, confesso), de perguntar: “Será?” quando alguém lhe contava alguma coisa. Ela fazia isso em momentos em que uma pessoa normal diria: “sério? Que coisa!” ou “barbaridade!” ou “puxa!”. Não sei se isso é comum na Bahia (ela era baiana), mas era um “será?” tão descontextualizado que um dia um dos meus irmãos até brincou: “Que é isso, vó? Se a senhora diz “será?” parece que está achando que eu estou mentindo!”. Ela riu, mas não se corrigiu, então desconfio de que realmente achasse hahaha. Mas é assim que a gente tem de lidar com as dúvidas e os pensamentos perturbadores.

Olha só como a técnica da D. Naura funciona bem:

“Deus não vai me ouvir.”  SERÁ?

“Eu não mereço ser atendido.”  SERÁ?

“Isso é impossível!” SERÁ?

“Eu fiz isso, isso e aquilo, não vou receber o Espírito Santo.”  SERÁ?

“Eu não tenho fé.”  SERÁ?

Não precisa ficar conversando com o pensamento. É só duvidar dele. Funciona bem também para pensamentos dramáticos e catastróficos.

“Oh, céus, eu nunca mais terei uma chance!”  SERÁ?

“Nunca vou conseguir.” SERÁ? 

“Nunca vou ficar bem!” SERÁ? 

Eu me lembro de uma musiquinha que o Bispo gostava de cantar na João Dias e que dizia: “duvide de dúvida, sempre duvide da dúvida…” Em vez de questionar a Palavra de Deus, a sua fé, a benignidade de Deus ou o próprio Espírito Santo, aproveite para duvidar da dúvida sempre que ela aparecer.

 

PS1. Se você fez o Jejum de Daniel, escrevo esse texto na esperança de que você o leia antes da reunião de domingo. Mas se a reunião já passou e você só viu o texto agora, espero que entenda que o que vou dizer se aplica a todos os dias da sua vida.

PS2. O Jejum de Daniel termina este domingo, mas peço licença para continuar falando sobre espiritualidade depois que ele acabar, ainda que eventualmente intercalando com outros assuntos..

#JejumdeDaniel

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 6 a 26 de agosto. Durante esses dias, os posts no blog foram voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: https://www.vanessalampert.com/?cat=709 .