Categoria: Universal

O Corpo de Cristo – Parte 1: Um pouco sobre servos

Estamos vivendo os últimos dias, você já sabe. Nesse período, o espírito que tem dirigido este mundo é o espírito do engano. Infelizmente, ele tem se infiltrado no meio cristão de tal modo que é muito complicado lidar com conteúdo cristão (principalmente na internet) e não tropeçar em alguma coisa contaminada. Estamos em tempos de Jejum de Daniel e é possível que alguém, em busca de conteúdo cristão, acabe encontrando coisas esquisitas por aí. Por isso, resolvi fazer esta série de posts sobre nossa função neste mundo. Para que recebemos o Espírito Santo? O que é a igreja? Qual é a nossa função como membros? Que tipo de pessoas devemos ser? É verdade que não precisamos de instituição porque a igreja somos nós? Essas e outras perguntas serão respondidas durante essa série de posts. Minha intenção é esclarecer os tópicos à luz da Bíblia, para trazê-los para o nível espiritual, de onde eles nunca deveriam ter saído.

“E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” 

“Ele mesmo deu uns para apóstolos…” Veja que, segundo Paulo, é o próprio Deus quem dá as responsabilidades às pessoas dentro da igreja. Note também todas as vezes em que ele diz “até que”, “para que”. É importante prestar atenção a esses termos, que em português chamamos de “conectivos”, porque eles conectam as ideias em uma sequência lógica. Junto com os verbos, eles nos fazem entender o que o autor estava querendo dizer. 

Aqui ele fala do objetivo de Deus ao dar responsabilidades às pessoas dentro da igreja e qual é a finalidade do trabalho dessas pessoas na igreja. A finalidade do trabalho dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores é nos fazer chegar à unidade da fé, ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo. Ou seja, o objetivo é nos aperfeiçoar para que tenhamos todos o mesmo pensamento de fé — a mente de Cristo — e possamos trabalhar juntos pelo crescimento do Reino de Deus. Por sua vez, o objetivo desse aperfeiçoamento é que não sejamos mais crianças na fé, inconstantes, levados por qualquer abobrinha dita por um pastor aleatório de internet (tradução da Vanessa, em versão super atualizada). 

 É bom esclarecer que Paulo não está falando de títulos, mas da responsabilidade de cada tipo de trabalho dentro da igreja. Há “pastores” carnais no meio evangélico que ensinam que esses termos são títulos e colocam maus olhos nas pessoas quanto a quem os usa, ignorando que esses termos (bispo, diácono, presbítero, pastor, apóstolo) são, na Bíblia, apenas substantivos usados para designar determinados trabalhos que, como eu, Paulo e o Espírito Santo já dissemos, têm como objetivo o aperfeiçoamento do povo da igreja, para a obra do ministério e edificação do corpo de Cristo. 

Quer dizer, como aprendemos na Universal (e na Bíblia! Mas parece que algumas igrejas se esqueceram), quanto maior o “titulo”, mais servo o homem deve ser, pois maior é sua responsabilidade na igreja, mais trabalho ele tem e mais cobrado ele será de Deus e de seus superiores. E mais sofrerá perseguição, calúnias, desprezo e fake news. E mais terá que sacrificar pelo povo. Suas atitudes têm peso maior e seus erros têm consequência maior. 

No mundo, quanto mais alto o cargo, mais vantagem se tem, porque quanto mais alto na hierarquia o cara estiver, menos pessoas acima dele a quem responder. Quando chega no topo, ele não responde a mais ninguém. É o presidente do STF e se julga o próprio Supremo. Mas no Reino de Deus não funciona assim. Existe apenas Um no topo, todo mundo tem Alguém a Quem responder, todos respondem ao mesmo Senhor. Não recebemos poder e autoridade para subjugar as pessoas, recebemos poder e autoridade para subjugar o mal. E quanto mais responsabilidade a pessoa tiver, mais terá a responder. Para Deus, a quem muito é dado, muito é cobrado. 

Na Bíblia é exatamente assim. Ou seja, NA VIDA REAL, é assim que funciona. Se a pessoa tem o que o mundo vê como “título” e que, na verdade, nada mais é do que uma responsabilidade, ela está se comprometendo mais, sacrificará mais, receberá mais trabalho e juízo maior. Por isso não deve ser algo desejado ou cobrado por pessoas, mas sim comissionado pelo próprio Deus, que coloca o chamado dentro da pessoa a quem Ele quer chamar. 

Por essa razão, eu sempre digo que ninguém deve começar na igreja achando que uniforme é plano de carreira e nenhum obreiro deveria cobrar evangelistas de que sejam obreiros por achar que devem “subir de nível”. Quem eu vi pensar assim, nem na obra está mais. O que devemos almejar é ser servos de Deus. Nos colocar à disposição dEle para que Ele nos use como quiser — afinal de contas, é Ele Quem escolhe. 

Eu, por exemplo, no início (21 anos atrás) cometi o erro de achar que, por já me julgar espiritualmente “pronta” (e nem estava…) deveria “passar de nível” e me tornar obreira. Até consegui o uniforme, mas não era aquilo que Deus queria de mim. O que Ele queria de mim naquele momento era que eu continuasse o meu desenvolvimento e, primeiro, entendesse que eu não tinha o Espírito Santo coisa nenhuma e que precisava disso, para depois continuar o processo. Eu me libertei, estava me sentindo melhor, e me apoiei nos meus conhecimentos bíblicos anteriores e nos novos conhecimentos sobre a fé, para achar que agora estava pronta para o “próximo passo”. Enquanto, na verdade, não havia dado nem o anterior… 

Quando percebi que eu não estava pronta, já tinha um uniforme. Servi por um ano, até perceber que eu não tinha estrutura e devolver, por temor. Somente quase dez anos depois de ter devolvido o uniforme, finalmente nasci de Deus, recebi o Espírito Santo e me coloquei à disposição de Deus para servir, mas pedi a Ele que decidisse como eu serviria. Eu não queria errar de novo. 

Minha vontade era 100% colocar um uniforme imediatamente e ir expulsar demônio hahaha. A minha vontade era de me candidatar e deslizar para dentro de um uniforme, mas desta vez decidi pedir para Deus fazer a vontade dEle, secretamente torcendo para receber a certeza de me candidatar para ser obreira, mas a certeza que recebi foi de que não deveria fazer isso. Que deveria esperar, porque Ele me chamaria, mesmo como membro. E sacrifiquei o uniforme da minha vontade por um uniforme maior: o da obediência. Este uniforme, aliás, precisa estar dentro de você antes de qualquer outro e depois de qualquer outro. O servo é servo, e nunca deixará de ser. 

O fato de Deus chamar alguns para responsabilidades mais específicas não significa que o membro não seja chamado para nada ou não tenha responsabilidades. Pelo contrário, a responsabilidade do membro também é grande. (Tão grande que vou tratar especificamente desse assunto em outro post.)  E a dedicação do membro não pode ser menor que a de um obreiro. O chamado de ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda a criatura é para TODOS. O que muda é a forma de se fazer isso. Talvez você vá ter um título que traz uma responsabilidade, ou talvez você vá ter responsabilidade sem ter título. Mas responsabilidade todo mundo tem. Deus nos limpa, nos transforma, nos dá o Espírito dEle e agora temos muito a fazer, com uma seara enorme que precisa de trabalhadores. 

Não me consta que exista alguém dentro do corpo de Cristo que possa ficar tranquilão, de pernas para o ar, sem fazer nada, esperando Jesus voltar. Se faz parte do corpo, é membro e vai ter uma função no Reino de Deus, para salvar almas. (E aqui cabe acrescentar que nem todo mundo que está fisicamente na instituição igreja faz parte do corpo de Cristo. E nem todo mundo que se diz cristão — frequentando ou não uma igreja — faz parte do corpo de Cristo. Esse assunto também merece post à parte.)

Quando você busca o Espírito Santo, quando decide deixar de viver para que Ele viva em você, está se alistando para se tornar parte de uma estrutura espiritual na qual você terá de aprender a viver em cooperação com outros por um objetivo maior: salvar almas. Você recebe vida para passar vida a outras pessoas. Este é nosso objetivo neste mundo. Alcançar os sofridos e salvar essas almas, a começar pela nossa. Mas, para isso, Deus criou um modelo muito bonito e funcional: a igreja, que Ele chama de “o corpo de Cristo”.

 Amanhã vamos entrar no assunto “Corpo de Cristo”, porque, afinal de contas, se queremos desenvolver em nós a Mente de Cristo durante este Jejum de Daniel, é para fazermos nossa parte no Corpo dEle, tanto em conjunto como individualmente.

Para acompanhar todos os posts desta série: vanessalampert.com/category/o-corpo-de-cristo/

O Corpo de Cristo – Parte 2: As Juntas

Posts relacionados:

O perfume

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 6: Se eu falasse tudo o que aconteceu comigo nesses últimos anos

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PS. Talvez eu não devesse começar a série já falando de responsabilidades, mas achei importante começar “desconstruindo” (detesto essa palavra, mas não tem outra) essa ideia de que nomenclatura de funções é “título” ou “cargo” no sentido mundano da palavra. 

PS2. O Reino de Deus é coisa séria. Você recebe coisas maravilhosas, como VIDA, felicidade, paz, estabilidade emocional, força interior e a Salvação Eterna. Mas não é a casa da mãe Joana (na verdade, a julgar pelo nome, a casa da mãe Joana é bem o contrário). Tem regras, tem organização, disciplina. Tem liberdade, mas não é a liberdade da bagunça, que o mundo acha que é liberdade — e não é. Como sempre, o mundo não sabe de nada. Não sabe o que é amor, não sabe o que é alegria, não sabe o que é liberdade. Se você está chegando há pouco ao reino de Deus (mesmo que esteja em uma igreja há mil anos), vai ter que reaprender todos esses conceitos à luz da Palavra dEle. 

PS3. Em 2013 escrevi esse texto: O Perfume depois que, na igreja, esperando a reunião começar, senti o cheiro da sala de campanha, dos elementos que estão sempre sendo usados por lá, e comecei a meditar no que ele significava.

PS4: Salve o link da categoria, para não perder a série.

 

Andressa Urach me fez mudar de ideia – Parte 1

Gastei minhas poucas energias para lançar uma luz diferente sobre essa questão. 

Eu tinha dito que não deveríamos ficar falando das pessoas que saíram da igreja. Quase nunca comento a respeito disso, mas depois da saída da Andressa Urach mudei de ideia. Se a gente, que entende alguma coisa, não comentar, a pessoa pode inventar qualquer abobrinha e o pessoal que não sabe avaliar o que está acontecendo não vai saber julgar. Falo especificamente de quem está há pouco tempo na igreja. 

Há alguns dias, a Andressa escreveu um post no Instagram, basicamente dizendo que saiu da igreja e estava com medo de ser demitida da Record. Vou colocar o texto dela na íntegra, e fazer um breve comentário só para vocês saberem o que se trata. E nos próximos dias irei destrinchar este post dela aqui, dando minha opinião sobre cada trecho.

Segue, na íntegra, o texto da Andressa (com todos os erros):

“Gente eu não escondo nada de ninguém. Nos últimos meses passei por uma decepção tão grande,que literalmente rasgou meu coração, não consegui nem estudar, vou ter que trancar a faculdade de jornalismo, pois não tenho cabeça para pensar sobre isso.

Dediquei meus últimos 6 anos da minha vida para Jesus como todos sabem, mas acabei me sentindo como um objeto descartável, nunca me senti assim nem no tempo da prostituição. Sei que Jesus não tem nada haver com isso e a obra de Deus é feita por pessoas falhas. Fui excluída de grupos fazendo eu me sentir como se eu tivesse “demônios” por deixar de fazer parte da instituição. Se eu falasse tudo que aconteceu cmg nesses últimos anos vocês se escandalizariam e eu teria virado ateia.

Hoje como todos sabem tenho contrato com a Record aqui no Rio Grande do Sul e dependo financeiramente do meu salário e o mesmo vai até março do próximo ano. (Se eles não me demitirem até lá), como já fizeram da outra vez que estava em São Paulo quando desobedeci a orientação que recebi e casei com o pai do meu filho.

A questão em pauta é… amo a igreja, mas não consigo mais ir na igreja, peguei ranço, pois falam que uma vez afastado ficamos 7 vezes piores do que quando chegamos.

Então não quero ficar ouvindo isso!

Isso está me fazendo mal. Não quero e não vou voltar a ser quem eu era. Estou voltando aos meus tratamentos psiquiátricos, pois sou uma boderline controlada. Enquanto estava na igreja estava tudo sobre controle, mas agora que não estou mais indo na igreja, voltei a tomar uns remédios para me acalmar e controlar minhas crises de ansiedade que voltaram essa segunda-feira. E preciso controlar minha impulsividade e principalmente a minha raiva!

Conversei amigavelmente com a igreja para eles me devolverem as doações que fiz nos últimos anos, mas infelizmente não tive retorno ainda, não queria entrar na justiça. Mas não estou bem, estava vulnerável na época e não pensei no futuro do meu filho e muito menos no meu, estava em uma fase muito frágil e ainda estou,então vou voltar aos meus tratamentos”

Esse texto ficou lá por alguns dias, o suficiente para ser reproduzido na imprensa e gerar burburinho. Aí ela apagou. Eu nem sei definir o que senti. Uma mistura de indignação (aquela que a gente sente quando vê alguém mentir descaradamente), com pena (aquela que a gente sente quando vê uma pessoa fazendo burrice que vai prejudicar apenas a ela) e profundo pesar (aquele que a gente sente quando fica sabendo que alguém se matou). E uma preocupação maior com as pessoas que a viam como exemplo e podem ficar confusas com a atitude dela. Não fiquem. Eu sei exatamente o que ela está fazendo e nos próximos posts você vai entender. 

Sei que ela fez algo que a levou a perder o uniforme de obreira e desencadeou todo esse imbróglio (porque ela achou que deveria manter o uniforme e a posição nos grupos). Não me interessa a história, o porquê saiu da igreja, quem pediu o uniforme dela e por quê. O que me interessa é a reação dela e o que isso pode nos ensinar sobre nossas próprias reações. 

Antes de começar a série de textos, um disclaimer: este é um blog pessoal, não recebo orientação de ninguém para escrever aqui, não sou paga pelo que escrevo aqui (na verdade, no momento ninguém está me pagando por coisa nenhuma em nenhum lugar, porque não estou trabalhando. Estou afastada do trabalho por motivos de saúde, como a maioria sabe, por isso levei um século para escrever esses textos). Essa é minha opinião, no meu blog. 

Quem sou e por que escrevo

Sou membro da Igreja Universal desde janeiro de 2000 (antes fui membro da Batista, da qual saí para ir para a Sara Nossa Terra com minha família aos 11 anos e para a qual voltei aos 15). Fui obreira no ano em que cheguei à igreja (entreguei meu uniforme no final de 2001), então também sei como é ser obreira. Comecei a trabalhar na Igreja em 2011 (no portal, depois fui para a Folha Universal e a Unipro), no ano seguinte passei a ter contato direto com bispos, pastores e esposas no dia a dia do trabalho, conhecendo de perto como são e como vivem. Estou de licença desde 2018. Então, escrevo como membro que, nos últimos anos, teve uma visão privilegiada dos “bastidores da Igreja Universal” e pode dizer se viu alguma coisa que “vocês se escandalizariam se eu contasse”. Sou bem reservada com minha vida pessoal, mas decidi me expor aqui para dar aos meus leitores a possibilidade de julgarem por si mesmos. Abomino mentira e trabalho exclusivamente com a verdade. 

Ninguém precisa defender a igreja, e não é essa a minha intenção, mas eu me sinto pessoalmente ofendida ao ver uma inverdade a respeito da minha fé e do que escolhi viver. Porque quando diz que se aproveitaram da fragilidade dela e que sofreu lavagem cerebral, Andressa ofende a minha inteligência. E diz que se aproveitaram da minha fragilidade e me fizeram lavagem cerebral também, né não? Como se eu fosse uma idiota que está sendo enganada HÁ 20 ANOS. 

20 ANOS não são 20 dias. Não são 20 meses. E leve em consideração que, apesar dessa carinha de xóvem, não entrei na igreja Universal com 8 anos, mas sim com 20 (e agora você sabe minha idade hahaha). Querendo morrer, achando que não tinha mais vida para mim, com uma instabilidade emocional absurda e que não existe mais. E posso garantir para você que não existe mais, porque, como a maioria aqui sabe, estou há três anos lutando contra um problema de saúde que tira minhas forças físicas, causa dores e às vezes me deixa sem conseguir ler e me concentrar. Se tivesse qualquer traço da pessoa que eu fui, eu teria entrado em depressão. Mas por aplicar o que tenho aprendido na Universal nesses 20 anos, tenho estabilidade emocional para enfrentar esse problema (mesmo nos momentos em que parecia estar piorando). 

Escrevo também como leitora dos livros da Andressa (li “Morri para Viver”, em 2015, e “Desejos da Alma” agora). E, como a maioria dos leitores que compraram algum desses livros (ou os dois), estou me sentindo um tanto quanto enganada. Obviamente, não vou pedir para a Andressa devolver meu dinheiro, afinal de contas, assim como as ofertas que ela fez na igreja, comprar os livros foi escolha minha. Ninguém me obrigou, ninguém me coagiu. Embora, é claro, eu só os tenha comprado por achar que a autora se tratava de uma pessoa que realmente havia sido transformada pela fé, como eu um dia fui.

Nunca estive na prostituição, nem fui uma pessoa maldosa como ela conta ter sido. No entanto, eu era autodestrutiva, depressiva, ansiosa, muito emotiva e sensível. Era insegura e me sentia sempre deslocada e inadequada, a fé me trouxe o equilíbrio e uma nova forma de agir, de reagir, de ver o mundo e a mim mesma. Por isso eu sei que essa transformação existe e por isso não duvidei da mudança da Andressa. 

Acredito que naquela época o livro era real. Ela realmente era sincera e se assustou o suficiente com a experiência de quase morte para querer mudar de vida. Mas o tempo é cruel, o diabo é paciente e sem o Espírito Santo a pessoa precisa ser muito humilde e querer muito ser de Deus para se manter obedecendo a Ele até o fim. (Não, eu não acredito que ela tenha recebido o Espírito Santo, e tenho bons argumentos para isso. Depois explico com detalhes e embasamento.) 

Ainda não sei o que farei com os livros. Acho que vou deixá-los por aqui para registro histórico, mas já soube de outra leitora que os entregou para a reciclagem. Não posso culpá-la. Nos próximos posts, vou falar um pouco dos livros, principalmente do “Desejos da Alma”, já que do “Morri para viver” eu gostei na época e resenhei aqui. Do “Desejos da Alma” não gostei (embora tenha algumas coisas boas, tem outras meio estranhas, vocês vão entender). Não recomendo nenhum deles, porém. Já tirei da minha estante e irão para o fundo de uma caixa organizadora em que guardo os livros de destino incerto…

 

Vou colocar aqui os links para os próximos posts conforme forem publicados:

Andressa Urach me fez mudar de ideia Parte 2: o post de sexta

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 3: Será que ela recebeu o Espírito Santo? 

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 4: Passando por uma situação desafiadora? Foque na sua reação.

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 5: Quando se perde a visão espiritual

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 6: Se eu falasse tudo o que aconteceu comigo nesses últimos anos

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 7: Psicografando gremlins

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 8: Sacrifício aceitável

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 9: O segredo para se manter firme

Andressa Urach me fez mudar de ideia — Parte 10: Pagando para não sacrificar 

PS. Parte da imprensa noticiou o acontecimento como uma vizinha fofoqueira, para variar. Li que a igreja a havia excluído por causa do seu passado e até que ela teve que sair por ter começado a trabalhar como modelo. Só para conhecimento de quem não está familiarizado com a Universal: a igreja não exclui membros. Mesmo que você não seja mais obreiro (ou pastor, ou bispo), pode ficar na igreja como membro e até se tornar obreiro novamente mais para a frente. O que não pode é fazer algo errado ou incompatível com o cargo e querer continuar como oficial da igreja. A igreja afasta a pessoa da função, não importa quem seja. Famosa ou não, rica ou não, influente ou não. Pode ser a rainha da Inglaterra, perde o uniforme e volta a ser apenas membro. Nem todo mundo aceita isso bem, como é de se imaginar. E como curiosidade: quando eu era mais jovem, já membro da Universal, trabalhei como modelo em Porto Alegre por cinco anos, inclusive fazendo comercial de cerveja, e ninguém me hostilizou por isso. (Comercial de cerveja é algo que eu obviamente não faria hoje, mas na época eu era sem noção.) 

PS2. OBVIAMENTE, depois dessa palhaçada, eu parei de seguí-la. Não tem mais nada a ver comigo.

PS3. Já tinha escrito toda a série e sexta-feira voltei ao Instagram dela para ver se algo havia mudado. Ela publicou um post dizendo que foi demitida da Record e decidi fazer um parêntese para comentá-lo aqui no blog. Vou publicar em seguida. Depois retomo a análise desse anterior. 

PS4. Eu já escrevi todos os textos, estou só terminando de editar. Faço isso à noite, que é quando tenho mais energia, mas é também quando tenho que dormir, então publico no dia seguinte, mas se faltar algum dia, continue vindo, que no próximo dia o texto estará por aqui.

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